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domingo, 28 de setembro de 2014

“Faço parte da safra de pais que soube tratar com naturalidade a questão” Marcelo Tas sobre filho transexual

Marcelo Tas falou pela primeira vez sobre a relação com o filho transexual. Em entrevista à revista Crescer de outubro, o apresentador contou como foi ver Luiza se transformar em Luc, hoje com 25 anos, feliz e casado com outro transexual.

Na entrevista, Tas destaca que as preferências do filho nunca estiveram acima da relação dos dois.

— Uma novidade desse tamanho sempre é surpreendente. Antes de tudo, devemos admitir que independente da orientação — hetero, homo, trans, bi... — a sexualidade é um assunto que desafia e intriga os seres humanos desde que o mundo é mundo. Por outro lado, creio que eu faça parte talvez de uma primeira safra de pais que souberam acolher e tratar com mais naturalidade a questão de forma transparente.

Luc se assumiu bissexual aos 15 anos. Com 22, virou transexual. Hoje, mora nos Estados Unidos e trabalha como advogado. O jovem revela que nunca se sentiu desamparado em casa.

— Sou muito sortudo. A realidade é que minha família sempre me apoiou em tudo. Eu contei que era bi quando ainda era muito novo, e eles nem piscaram. Quanto a eu ser trans, acredito que foi um pouco mais difícil, tanto para mim quanto para eles. (...) Hoje em dia, eles sempre usam os pronomes certos para se referir a mim (ele/dele, etc.) e meu nome (Luc).

O tempo todo, pai e filho falam um do outro com admiração e respeito. Tas fala que o filho sempre foi muito decidido.

— Lembro que no casamento do meu irmão, Luc tinha uns 2 ou 3 anos e devia ser a “dama” de honra. Deu um escândalo tão grande porque não queria botar o vestido. Foi de fraldas até a cerimônia e só resolveu vestir a roupa já no altar. Acabou curtindo a experiência. Não estou dizendo que ali já pressentia uma questão de gênero, mas sim que via nele um ser bastante decidido sobre o que queria ou não fazer.

Tas também é pai de Miguel e Clarice, de 13 e 9 anos, frutos do casamento com a atriz Bel Kowarick. Segundo o apresentador, as crianças foram exemplares ao saberem da decisão do irmão.

— Miguel e Clarice nos deram uma aula de como conduzir o assunto. Para eles foi algo natural. Lembro que Bel e eu criamos uma atmosfera solene para comunicar o fato dentro de casa. Clarice na hora rebateu que ela sempre percebeu que o Luc não gostava de usar roupas femininas e que tinha certeza de que ele estava fazendo a coisa certa. E ela concluiu com uma tirada incrível: “E a gente só tem que fazer uma coisa, passar a chamar ela de ele. Só isso!”. Eu fico surpreso e até esperançoso de ver como as crianças nos ensinam a tratar assuntos aparentemente espinhosos e complicados de uma forma generosa e elevada.

O apresentador finaliza a entrevista destacando que os pais nunca devem perder o foco do relacionamento familiar.

— As questões de sexualidade e gênero são importantes. Mas não são mais importantes do que o amor incondicional que devemos manter na nossa família. Este sim é o assunto mais importante da nossa vida.

Fonte: R7

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

OLX pra sentimentos? Onde tem?

Estava aqui analisando a minha vida sentimental e comparando com a de outros meninos, para mim é tão difícil sair de um relacionamento. Geralmente mergulho em poço de melancolias onde banho-me nas mais tristes águas. Talvez eu seja dramático de mais, ou um simples bobalhão que não sabe curtir a vida. Às vezes eu gostaria de ser como outros rapazes da minha idade que namoram um, dois, três, meses enjoam e partem pra outra como se o relacionamento anterior não tivesse existido, simplesmente deixam a vida seguir seu fluxo natural. 


Claro que sei que pessoas são pessoas e que existem diferentes formas de reagir a um rompimento, alguns são como eu, outros são mais livres de sentimentos, pois conseguem esquecer e desapegar facilmente. Confesso que tenho um pouquinho de inveja de gente que consegue fazer isso, deve ser tão mais fácil, imagine ver seu ex e não sentir absolutamente nada, nenhum friozinho na barriga, não deixar um sorriso bobo escapar no canto da boca ou até mesmo sentir raiva por ele não fazer mais parte do seu cotidiano.

Desapega, desapega OLX


Por que será que nos livros e filmes os romances são sempre lindos e com finais felizes não é mesmo? Tão mais fácil seria a vida da gente se existisse um OLX para vender ou doar frustrações com amores que não decolam rs e já dizia um velho sábio que não me recordo o nome que “somente o tempo cura as feridas que são deixadas no joelho de um garoto que cai”. No meu caso e no caso de alguns somente o tempo mesmo para nos fazer seguir em frente e quem sabe encontrar outra pessoa por quem vamos nos apaixonar e repetir o ciclo.

O amor foi feito para todos, mas nem todos aprenderam a amar ou amar-se. Realmente a vida é um incógnita e não sabemos o que encontraremos na próxima esquina. 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Gay para casar e Gay para pegar

 "Ah, por que a maioria dos gays só pensam em sexo?"


Dlç, 69

Vez ou outra nas rodinhas (ui) gays ouvimos sempre aquele amigo que fala: "Ah, por que a maioria dos gays só pensam em sexo?"; noções de estatística de lado, vejamos, o que leva alguns gays a quererem apenas sexo e outros a quererem apenas relacionamentos?

Eu proponho que as pessoas são de fases, igual a lua Joelma curte, sabe? Todos temos, eventualmente, nossas fases; algumas possuem uma fase para casar outros não, mas fases estão sempre aí, como em um vídeo-game, umas são mais difíceis, outras nem tanto, no fim pode doer acabar com o chefão e iniciar a fase nova, mas ela há de vir, sem fases seríamos um completo game-over...

E quanto a fase "Gay para pegar", você tem? Teve? Terá? Rs.
Eu vejo que não há problemas neste período, a liberdade corporal é um direito tão lindo para ser podado com base em moralismo tão subjetivos...

Qual o problema se o cara transa porque quer? Com quantos quer?
Sou meu manual de instruções!

Vamos fazer um exercício de empatia; o que será que este cara que é tido como "promíscuo", que não se arrepende nem das mais tediosas transas que já teve, pensa ao sentir-se livre para viver o que acha que deve viver? Talvez seja para assegurar que quando ele encontrar o cara que o aguente (e seja recíproco), que o ame (e seja recíproco), que o fará sentir que pode finalmente construir sua família (e seja recíproco), que este rapaz que sempre transou com quem quis tenha a plena certeza de que nunca precisará buscar conforto fora do casamento; de tanto ter prazer em outras camas o rapaz que experimentou dos vários sabores de bolas (ui) de sorvete o fez para ter a certeza de que estará decidido ao eleger o sabor que mais combinou com o seu.

Pois sim, é mais justo consigo mesmo é com possíveis parceiros que estejamos decididos de nossas ações; alguns caras são homossexuais exclusivamente românticos, de modo que só percebem sentido na prática sexual se houver construído uma relação anterior de afeto para com o parceiro, mas não é porque isso soa como final de conto de fadas que deva ser a verdade universal aplicada a todos; algumas pessoas simplesmente não precisam desse afeto para que, em sua mentes, o ato sexual encontre justificativa, a mera vontade bilateral dos interessados (2, 3, 4, ou mais orgia) é a justificativa plausível.

Forçar que todos os homossexuais tenham práticas sexuais românticas é uma ditadura puritanista que vejo ser muito prejudicial e viciosa, prejudicial pois acorrenta a liberdade do prazer de quem o quer, viciosa pois força a pessoa que não está preparada a ter um relacionamento monogâmico a se ver em um relacionamento de dor, e a dor o levará a fugas, que acabará na cama de outro e essa traição vai levar aquele colega traído a generalizar que todos os gays são assim, são iguais, achismo boboca este que vai acabar disseminado no ouvido do seu amigo solteiro do começo da postagem e que repete: "Ah, por que a maioria dos gays só pensam em sexo?", é um ciclo, não que este processo justifique as ações de quem traiu, mas tampouco justifica as ações de quem propaga: gay tem que se dar ao respeito, não pode ser puta e sair trepando!

Alguns gays só pensam em sexo porque sexo por sexo é tabu mesmo no meio gay, pode parecer uma falsidade afirmar isso, mas é só ficar atento: não vemos faces em Grindr e Scruffs da vida (com suas exceções), porque os caras não querem ser conhecidos como o "Gay para pegar", já que as rodinhas (ui) gays elegeram o "Gay para casar como o ideal" e nessa manualização gay nós mecanizamos nossas relações com as pessoas, onde se você transar com um número X de pessoas você é marginalizado, é desrespeitoso, mancha a causa e merece levar uma lampada na cara.

Mas e as fases?
Nunca traí ninguém u.U

Nem todos os gays terão a fase "para pegar", nem todos terão a fase "para casar", mas ter ou não essas fases é descoberta individual, é um jogo em que ninguém deve criar regras globais, onde só há um jogador e se este viver pela manualização da "elite Once Upon a Time 'Para casar'" nunca terá, efetivamente, apertado Start.

Voto para que resetemos nossos preconceitos, nem todos os jogos são iguais, nem todos salvam a princesa (ou príncipe, como queiram) no final, muitos são felizes apenas saltando com seu Yoshi, nadando na fase da água, ou sendo livres ao voar, sem rótulos "para casar" ou "para pegar", com sua peninha pelo mundo!

Libertem-se gatas, libertem-se, ;)

Ps. Agradecimento especial ao colegaynha do grupo GNDJ (via Whatsapp) que incitou o debate, um beijo seu lindo, muaah! :*




segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Latter Days - NDJMovies


Filme: Latter Days.
Ano de Lançamento: 2003
Nacionalidade: EUA
Gênero: Drama / Romance
Sinopse: O filme acompanha as aventuras sexuais de Christian, um garçom promíscuo que mantém o hábito de nunca repetir um corpo; e Davis, um missionário iniciante que vem de uma família mórmon ortodoxa e que reprime sua sexualidade por levar ao pé da letra suas leituras bíblicas. O destino decide cruzá-los para que cada qual aprenda uma lição com o outro, e assim, alcancem mais um nível de evolução por meio do amor.

Eros de Vênus

Download (legendado): Clique Aqui.