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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

OLX pra sentimentos? Onde tem?

Estava aqui analisando a minha vida sentimental e comparando com a de outros meninos, para mim é tão difícil sair de um relacionamento. Geralmente mergulho em poço de melancolias onde banho-me nas mais tristes águas. Talvez eu seja dramático de mais, ou um simples bobalhão que não sabe curtir a vida. Às vezes eu gostaria de ser como outros rapazes da minha idade que namoram um, dois, três, meses enjoam e partem pra outra como se o relacionamento anterior não tivesse existido, simplesmente deixam a vida seguir seu fluxo natural. 


Claro que sei que pessoas são pessoas e que existem diferentes formas de reagir a um rompimento, alguns são como eu, outros são mais livres de sentimentos, pois conseguem esquecer e desapegar facilmente. Confesso que tenho um pouquinho de inveja de gente que consegue fazer isso, deve ser tão mais fácil, imagine ver seu ex e não sentir absolutamente nada, nenhum friozinho na barriga, não deixar um sorriso bobo escapar no canto da boca ou até mesmo sentir raiva por ele não fazer mais parte do seu cotidiano.

Desapega, desapega OLX


Por que será que nos livros e filmes os romances são sempre lindos e com finais felizes não é mesmo? Tão mais fácil seria a vida da gente se existisse um OLX para vender ou doar frustrações com amores que não decolam rs e já dizia um velho sábio que não me recordo o nome que “somente o tempo cura as feridas que são deixadas no joelho de um garoto que cai”. No meu caso e no caso de alguns somente o tempo mesmo para nos fazer seguir em frente e quem sabe encontrar outra pessoa por quem vamos nos apaixonar e repetir o ciclo.

O amor foi feito para todos, mas nem todos aprenderam a amar ou amar-se. Realmente a vida é um incógnita e não sabemos o que encontraremos na próxima esquina. 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Gouinage: Sexo nem sempre é penetração.



“Ser gouine ou não ser?”. Esse foi o título de mega matéria da revista francesa Pref Mag sobre a mais nova tendência do sexo gay no país: o gouinage. Em tradução bem livre, gouine seria algo como gay “bolacha” (expressão já usada para designar lésbicas) , enquanto o gouinage seria o bolachismo. Explicando melhor, o gouinage é o sexo sem penetração, aquele que abarca variações de sexo oral e carícias. Ou seja, as preliminares é que tomam o papel do sexo em si.

Segundo Marc, barman de 31 anos e um dos entrevistados pela publicação, “a vantagem do gouinage é que você pode fazer com todos, sem levantar a questão do ativo ou passivo. Todos somos gouines, sem distinção”.

Marc relata que, apesar de sempre haver sido ativo, encontrou no gouinage o prazer ideal. “O gouinage é o que chamamos erroneamente de sexo preliminar, mas nós, praticantes, o encaramos como meio para se atingir o orgasmo, com uma sensualidade que não se resume a penetrar o outro sem nenhum respeito pelos seus sentidos. No gouinage, você pode realmente ser você. Já no sexo comum, o ativo é sempre um pouco dominador, um pouco covarde”, afirma o rapaz.

Marc conheceu a tendência de maneira casual enquanto caçava pela Internet. Ao marcar um encontro, o parceiro propôs que fizessem sexo desta forma. “Eu não conhecia o estilo, mas tinha um ar mais cool, com menos pressão e tensão. Nós passamos duas horas na cama durante o dia e nenhuma das minhas transas, até aquele momento, duraram assim tanto tempo. Tornei-me adepto e em meu cadastro online precisei: ´Gouinage ou nada`. Agora, não faço mais que isso”, confessa o barman.




Outro adepto da prática é o estudante de teatro Ben, de 19 anos. “Sempre vi minha sexualidade como algo sujo e a culpa sempre esteve presente. Eu tinha vergonha do sexo, de ir necessariamente para o cu para gozar. Tinha mais vergonha ainda que confessar aos meu parceiros que eu preferia não fazer sexo anal”, completa.

Marc ainda conta à Pref que a penetração não é de todo descartada. “Você pode utilizar acessórios, já que penetrar também faz parte do prazer. Mas a penetração apenas faz parte do jogo. É tão importante quanto tocar, lamber, olhar... O gouinage é uma prática livre, que não tem códigos nem restrições”, finaliza o rapaz.

A nova moda já começa a se espelhar por salas de bate-papo e publicações de sexo na França, crescendo cada vez mais como forma definitiva ou alternativa sexual. A prática também já criou polêmica já que muitos a consideram uma negação do sexo gay em si.

Enquanto isso, esperamos para ver se a moda fica ou é apenas mais uma novidade efêmera.

Fonte: Homorealidade